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Superação e Sacrifício: Matheus Henrique Revela Atuação com Costela Fraturada em Final da Sul-Americana
Por Redação Raposa Azul em 18/03/2025 18:41
A Incrível Revelação de Matheus Henrique
O universo do futebol, frequentemente palco de demonstrações de garra e paixão, testemunhou um episódio singular protagonizado por Matheus Henrique, jogador de destaque do Cruzeiro. Em uma conversa franca e reveladora durante o ?Charla Podcast? nesta terça-feira (18), o meio-campista surpreendeu a todos ao confessar que disputou a final da Copa Sul-Americana de 2024 carregando uma fratura na costela. A dimensão do comprometimento do atleta com o clube mineiro se tornou ainda mais evidente ao relatar que a seriedade da lesão só foi descoberta após a partida decisiva contra o Racing-ARG, e que precisou recorrer a injeções para suportar a dor e entrar em campo.
O Incidente que Levou à Lesão
O relato de Matheus Henrique sobre o momento exato em que a lesão ocorreu adiciona um toque de ironia à história. O jogador explicou que o incidente aconteceu durante um treino preparatório para a partida contra o Corinthians, dias antes da final da Sul-Americana. "Quebrada (a costela). Jogamos contra o Corinthians antes da final, na quarta-feira. No treino da terça, como (os titulares) não jogariam, fizemos um reduzido. A molecada da base veio para completar o treino. O Miltãozinho, primo do Militão - e foi sem querer. Mas um zagueirão, de Militãozinho não tem nada. A bola veio para eu dominar, na hora, ele (Militãozinho) veio e acertou o cotovelo aqui (costela)", detalhou o meio-campista, minimizando o lance com bom humor.
Superando a Dor em Busca da Glória
Apesar do desconforto crescente, Matheus Henrique persistiu em sua determinação de jogar. Ele descreveu as dificuldades que enfrentou nos dias que antecederam a final: ?Caí, fiquei sem ar, mas aquilo passou. Quarta jogou o time alternativo, até que chegamos no Paraguai, e eu não conseguia respirar. Ia falar alto doía, mastigava e doía, até no banheiro, no número dois. Pensei: ?Pode ter sido da viagem, não sei?. Mas na quinta, não conseguia levantar da cama?, completou o meia. A persistência do jogador em esconder a dor e seguir em frente demonstra a sua dedicação ao time e o desejo de conquistar o título continental.
A Partida Decisiva e o Sacrifício Silencioso
A final da Copa Sul-Americana, realizada no estádio La Nueva Olla, em Assunção, no Paraguai, foi o palco do sacrifício máximo de Matheus Henrique . Mesmo com a fratura na 'oitava costela', ele não apenas entrou em campo, mas também desempenhou um papel crucial na equipe, atuando por mais de 100 minutos, considerando os acréscimos. Sua performance, marcada por garra e determinação, contrastava com a dor lancinante que sentia a cada movimento. A derrota por 3 a 1 para o Racing tornou a experiência ainda mais amarga, mas não diminuiu a admiração pelo esforço do jogador.
A Revelação e suas Consequências
Após a final, a verdade veio à tona. "Falei: ?Tem alguma coisa. Não é normal. Nunca senti essa dor?. O jogo era no sábado. O Diniz falou: ?Ele tem que ir para o campo. Como vamos saber se ele vai conseguir jogar??. Na final, injeção, todo enfaixado e com dor. Perdemos a final. Chegamos do Paraguai e fui fazer o exame. A final foi meu último jogo (do ano). Foi uma fratura significativa?, contou. Os exames revelaram a gravidade da lesão, surpreendendo até mesmo os médicos. ?(Joguei) na adrenalina. Isso não é se vangloriar nem nada, até porque não sabíamos que estava quebrada. Mas quando eu faço o exame, o doutor fala: ?Não sei como você conseguiu jogar?. Mas quebrou, e meu osso ficou um em cima do outro. Depois que fiz o exame, pareceu que a dor aumentou. Se não falasse??, brincou o meia.
O Diagnóstico Oficial e o Afastamento
Dias após a final, o Cruzeiro emitiu um comunicado oficial sobre a condição de Matheus Henrique : ?Matheus Henrique foi submetido a exames que diagnosticaram lesão em músculo no quadril. A indicação para o caso é de tratamento conservador, com início imediato?, publicou. A lesão o afastou dos gramados pelo restante da temporada, impedindo-o de dar continuidade ao seu trabalho no time. A história de Matheus Henrique serve como um exemplo de profissionalismo e amor ao esporte, mesmo diante de adversidades físicas extremas.

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