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Análise Financeira Detalhada: Domínio do Cruzeiro no Mineiro

Por Redação Raposa Azul em 15/02/2025 08:10

Disparidade Financeira no Campeonato Mineiro

A disparidade financeira entre os clubes que disputam o Módulo I do Campeonato Mineiro é gritante, com o Cruzeiro se destacando de forma expressiva. A equipe celeste obteve uma receita líquida que supera em mais de três vezes a soma de todos os outros 11 clubes da competição durante a primeira fase.

Em seus quatro jogos como anfitrião, o Cruzeiro acumulou um lucro de R$ 3.768.191,82, enquanto seus concorrentes juntos somaram apenas R$ 1.197.996,47. Esse contraste evidencia a força da marca Cruzeiro e sua capacidade de atrair público e gerar receita.

Finanças no Mineiro: Cruzeiro Lidera com Folga, Rivais Sofrem
Foto: (Gustavo Aleixo/Cruzeiro)

Estratégias de Mandos de Campo e seus Impactos

Assim como observado na análise de público, a estratégia de "vender" o mando de campo para enfrentar o Cruzeiro se mostrou lucrativa para alguns clubes, impulsionando-os para as primeiras posições no ranking de receita líquida. Essa manobra, embora questionável do ponto de vista esportivo, demonstra a busca por alternativas para equilibrar as finanças.

O Athletic, por exemplo, arrecadou R$ 888.995,15, sendo R$ 851.995,82 provenientes da vitória por 1 a 0 sobre o Cruzeiro em um jogo realizado no Mané Garrincha, em Brasília. A escolha da capital federal como palco da partida se mostrou acertada do ponto de vista financeiro, atraindo um grande público cruzeirense.

O Democrata-GV adotou a mesma estratégia na última rodada da fase classificatória, utilizando a Arena do Jacaré, em Sete Lagoas, para o confronto contra o Cruzeiro . A vitória por 2 a 1, de virada, rendeu ao clube uma receita líquida de R$ 552.825,00. Sem essa partida, a Pantera teria encerrado a primeira etapa no vermelho, com um prejuízo considerável.

Desempenho Financeiro dos Semifinalistas

Um dado alarmante é que, entre os quatro semifinalistas do Campeonato Mineiro, apenas o Cruzeiro encerrou a fase classificatória com saldo positivo. América, Tombense e Atlético registraram prejuízos financeiros, ocupando as últimas posições no ranking de receita líquida da competição. Esse cenário levanta questionamentos sobre a sustentabilidade financeira desses clubes e a necessidade de buscar alternativas para equilibrar as contas.

O América, em seus quatro jogos como mandante no Independência, teve uma receita líquida negativa de R$ 32.954,81. Já o Atlético, que amargou o maior prejuízo da fase classificatória, precisou desembolsar R$ 141.578,60. A ausência da Arena MRV, devido à troca do gramado, impactou negativamente as finanças do clube, com cada jogo custando pouco mais de R$ 40 mil.

O Tombense, representante do interior mineiro nas semifinais, também enfrentou dificuldades financeiras, encerrando a fase classificatória com um prejuízo total de R$ 104.992,06. Esse cenário demonstra os desafios enfrentados pelos clubes do interior, que muitas vezes carecem de infraestrutura e apoio financeiro para competir em igualdade de condições com os times da capital.

Impacto Financeiro nos Jogos do Interior e Clássicos

A análise dos dados revela que, dos 48 jogos da fase classificatória, 23 registraram receita líquida negativa, com o clube mandante arcando com os custos da partida. Quase um terço desses jogos com prejuízo financeiro foram realizados em Belo Horizonte, evidenciando os altos custos de operação na capital. Dos 12 jogos disputados em BH, sete fecharam no vermelho, incluindo um do Cruzeiro e três de América e Atlético.

O clássico entre Atlético e Cruzeiro , com mando de campo do Cruzeiro , realizado no Mineirão, registrou a maior receita do campeonato, com R$ 4.169.353,50. A vitória do Atlético por 2 a 0 impulsionou a arrecadação, mas a receita líquida, de R$ 2.998.985,44, ainda é um reflexo do grande apelo do clássico mineiro.

A título de comparação, a arrecadação líquida do clássico é quase três vezes maior que a renda líquida dos outros 11 participantes juntos, que somam R$ 1.197.996,47. Esse dado reforça a importância dos clássicos para a saúde financeira dos clubes e a necessidade de explorar ao máximo o potencial de receita dessas partidas.

Ranking Detalhado da Arrecadação Líquida

Para ilustrar a disparidade financeira entre os clubes, apresentamos o ranking detalhado da arrecadação líquida de cada equipe na primeira fase do Campeonato Mineiro:

  • Cruzeiro ? R$ 3.768.191,82
  • Athletic ? R$ 888.995,15
  • Democrata ? R$ 272.672,64
  • Uberlândia ? R$ 95.825,28
  • Aymorés ? R$ 87.168,64
  • Itabirito ? R$ 86.920,48
  • Villa Nova ? R$ 74.495,89
  • Pouso Alegre ? R$ 606,07
  • Betim ? -R$ 29.162,21
  • América ? -R$ 32.954,81
  • Tombense ? -R$ 104.992,06
  • Atlético ? -R$ 141.578,60

Este levantamento demonstra a urgência de medidas para equilibrar as finanças dos clubes e garantir a sustentabilidade do Campeonato Mineiro. Estratégias de gestão, busca por novas fontes de receita e investimentos em infraestrutura são cruciais para fortalecer o futebol mineiro como um todo.

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Comentado em 15/02/2025 12:30 Após essa derrota, só sei de uma coisa: a vitória contra o América vai ser épica, kkkkk!
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Comentado em 15/02/2025 10:20 Vamos pra cima, Raposa! Sempre acreditando!
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